ENTREVISTA COM CÍNTIA FERREIRA

Como surgiu a vossa marca?
Eu e a Andrea já nos conhecemos desde a faculdade e tornamo-nos amigas. Como sempre trabalhamos muito bem juntas, decidimos criar uma marca conjunta, e tudo surgiu da constatação de que a oferta de bijuterias era de muito má qualidade e com falta de criatividade, principalmente nos acessórios para noivas. Foi então que decidimos criar um produto intermedio á bijuteria e joalharia.

Como descobriu o mundo da joalharia?
O gosto pela joalharia já nos acompanha desde criança. A Andréa iniciou o percurso na joalharia no secundário na Soares dos Reis e depois ingressou na ESAD em Artes de joalharia. Eu fiz o Ensino Secundário em artes visuais na escola da Boa Nova, escolhi depois licenciar-me em joalharia porque reunia todo o que eu gostava no mundo das artes, criatividade, design, manualidade e a conjugação de vários materiais. E esta conjugação de fatores que apaixonou a ambas o mundo da joalharia.

Considera que a sua passagem pelo CINDOR foi marcante?
O CINDOR foi muito importante para ambas. Depois da formação na ESAD paramos de trabalhar á banca durante um ano, e quando quisemos retomar sentíamos inseguras, quase como se tivéssemos esquecido o que tínhamos aprendido. Foi então que convenci a Andrea a acompanhar-me a frequentar os cursos modulares pós-laborais no CINDOR. E mais do que relembrar aprendemos técnicas novas e conhecemos pessoas da área muito interessantes. E ainda não terminamos o nosso percurso no CINDOR, há sempre muitas formações interessantes para fazer.

Quando surgiu a sua marca de ourivesaria?
Embora já esteja a ser “cozinhada” há mais de um ano, o lançamento da marca só ocorreu em Março de 2019.

Quais as suas principais fontes de inspiração enquanto designer de joias?
A nossa principal inspiração é a flora portuguesa e traça portuguesa no que toca aos materiais.

Quais as matérias primas que mais trabalham?
Usamos principalmente o latão da liga do príncipe Rupert, Pérolas de cultura e Zircónias Swarovski. Em próximas coleções incluiremos materiais como madeira, palha, cortiça e couros.

Como perspetiva a evolução da sua marca?
Sendo a nossa marca tão recente ainda é difícil de ter essa noção, mas pretendemos alargar a nossa oferta de acessórios para chapéus, lenços e malas, mantendo sempre uma linha orgânica e o uso de matérias nacionais.