ENTREVISTA COM FREDERICO VALVERDE

Como descobriu o mundo da ourivesaria?
O meu fascínio pela Ourivesaria despertou em criança, quando abria o guarda-joias da minha mãe e ficava horas a observar as peças que tinha e quando passava por uma Joalharia e observava todas as peças que estavam expostas nas montras, desde as suas formas às cores das gemas.

Terminou o Curso de Ourivesaria e Filigrana em 2002, considera que a sua Passagem pelo CINDOR foi marcante?
Após concluir o secundário poderia optar pelo ensino superior, mas optei por procurar formação complementar e, através do IEFP, encontrei a oferta formativa no CINDOR. Pensei: e porque não? Na altura, o curso era de três anos. Durante o primeiro ano nasceu e foi crescendo o bichinho pela arte e, por alturas do segundo, tornou-se claro para mim que já estava no ponto de não retorno e que era mesmo esta a área que queria para futuro. Estive três anos longe de casa (sou de Vila Franca de Xira!) e encontrei no CINDOR uma nova família. Criei laços que se mantiveram até aos dias de hoje. Foi muito gratificante aprender com mestres da nobre arte da ourivesaria e da joalharia.

Quando Surgiu a sua marca de Ourivesaria?
A minha marca de ourivesaria surgiu em 2016. Após uma situação de desemprego, decidi apresentar um projeto para criação do meu posto de trabalho, ao abrigo de apoios concedidos pelo IEFP, e assim nasceu a minha marca, em Chaves.

Quais as suas principais fontes de inspiração enquanto designer de joias?
A minha fonte de inspiração é muito orgânica! Inspiro-me no meu dia-a-dia, nas pessoas que conheço e nas formas que vejo.

Quais as matérias-primas com que mais trabalha?
Trabalho essencialmente em prata de 925%. Peças em ouro, única e exclusivamente por encomenda.

Qual a peça da sua marca que considera mais emblemática? Porquê?
Julgo que sejam todas as peças, porque todas estão em constante evolução. Procuro uma posição diferenciada no mercado da Ourivesaria. Tudo o que faço é único, desde as gemas que utilizo, às próprias peças!

Como perspetiva a evolução da sua marca?
O meu projeto ainda está numa fase embrionária. Três anos após o arranque, começa a notar-se a evolução. O meu próximo passo será criar uma sub-marca para uma linha mais comercial, capaz de passar fronteiras.