ENTREVISTA COM PEDRO XAVIER

Como foi a sua entrada no mundo da Ourivesaria?
Sempre tive um grande fascínio por trabalhos manuais. Ao ingressar no ensino secundário, optei pela Escola Artística António Arroio, a única com foco na expressão plástica a nível do ensino secundário em Lisboa, cidade onde resido. Aí, pude experienciar diversas áreas: têxteis, cerâmica, ourivesaria, fotografia, cinema e design de equipamento. Mas o apelo pela ourivesaria falou claramente mais alto! Pela minúcia, pelo trabalho técnico, pela pesquisa que implica, pelo facto de ser um trabalho extremamente individual e que requer uma grande componente de concentração, e – claro – pelo som e cheiros da oficina, qua tanto adoro.
Nessa escola, acabei por ter o que descrevo como “experiência de joalharia contemporânea”. Sentia, porém, a necessidade de uma formação mais consistente: quanto mais pesquisava sobre joalharia, mais informação absorvia e mais me apercebia do meu bloqueio técnico! Foi nesse contexto que acabei por ingressar no curso Técnico de Ourivesaria do CINDOR, no Sistema de Aprendizagem.
“E, devo dizer, foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido”!

Terminou o curso Técnico/a de Ourivesaria em 2016. Considera que a sua passagem pelo CINDOR foi marcante?
Vejo a formação no CINDOR como um fator absolutamente determinante para o meu desenvolvimento profissional e pessoal. Longe de Lisboa, foi durante muito tempo a minha segunda família! Foi nesse centro que desenvolvi as minhas capacidades técnicas e foi também aí que apreendi princípios importantíssimos da atividade: regras em ourivesaria, respeito pelos materiais, desenvolvimento do espírito crítico. Contei com o apoio de formadores que considero grandes mestres na área de ourivesaria e que muito me ajudaram no desenvolvimento como profissional.

Como designer de joias, onde encontra a sua inspiração?
É no meu quotidiano que encontro inspiração para as minhas criações, sendo que as viagens que faço assumem também uma forte componente no momento de criar. Procuro sempre trazer um carácter espiritual às coleções e tento pugnar pela diferença.

Quando surgiu a sua marca de ourivesaria?
Trabalho como freelancer como técnico em oficinas, ateliês ou estúdios de joalharia para outras marcas.
Criei a minha marca no início de 2018, assumindo assim uma identidade própria.

Com que matéria-prima está habituada a trabalhar?
De momento, a matéria-prima com que mais trabalho na minha marca é a prata. No entanto, trabalho ouro por encomenda. Como técnico, tanto trabalho com metais nobres, como alternativos!

Qual a peça mais emblemática da marca?
Tenho vários projetos como designer de que muito me orgulho! Trabalhos particulares de criação de peças que me levaram a países como a Rússia ou Itália.

Quais serão os próximos passos da marca?
Uma vez que a marca se encontra em desenvolvimento e muito do trabalho que desenvolvo são propostas de outros artistas ou encomendas de particulares, não tive ainda oportunidade de apostar. Não posso contudo negar a importância das redes sociais como uma via de comunicação forte e direta, pelo que pretendo apostar nessa vertente a curto prazo.
Apesar de não gostar de fazer planos a longo prazo e de gostar de trilhar os percursos “passo a passo”, com clareza e sem precipitações, um dos meus objetivos para a marca é a internacionalização.

OUTRAS NOTÍCIAS

ENTREVISTA COM PEDRO XAVIER

SOMOS CINDOR

Projeto "From a dreamer to a leader"

Programa Erasmus +

CURSO TÉCNICO SUPERIOR PROFISSIONAL DE JOALHARIA

Inscreve-te já!!!

ENTREVISTA COM MARTA BARROS

Empresa MADE TO ENVY

ROTA CRIATIVA

Dinamizar as artes tradicionais!